Seguradoras preveem novas perdas com chuvas pelo País

As seguradoras continuam projetando perdas com as chuvas em Santa Catarina e mais recentemente nos estados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Só em Santa Catarina os prejuízos para as seguradoras, segundo pesquisa do professor da Escola Nacional de Seguros (Funenseg) e sócio da Correcta Seguros, Gustavo Cunha Mello, devem chegar a quase R$ 1 bilhão. Apesar de a maioria das seguradoras não contabilizar as perdas ocorridas nos três estados, algumas já apontam resultados. A Mapfre já registrou, de dezembro até o momento, 100 sinistros por alagamento no ramo de automóveis em Minas Gerais e 50 sinistros no Rio de Janeiro.

"Cerca de 10% e 15% dos imóveis em Santa Catarina são segurados e o prejuízo com as chuvas vai atingir cerca de 10% dos bens com seguro, praticamente todos os bens". Para Arruda, em Minas, o índice de imóveis segurados é bem menor do que em outras regiões, portanto as perdas serão insignificantes. Segundo Cláudio Saba, diretor de riscos especiais da Marítima Seguros, quando uma catástrofe atinge o País poucos têm seguro no ramo patrimonial para cobrir a totalidade dos danos. "A pessoas não têm consciência do que podem perder e não fazem seguro de perda total", salienta.

Saba acredita que neste momento de vulnerabilidade decorrente das chuvas, todos lembram da importância do seguro e a procura deve aumentar, porém, com o passar do tempo, os acontecimentos são esquecidos e o seguro também. Saba lembra que na época do desmoronamento de um prédio no Rio de Janeiro, a procura por esta modalidade de seguro disparou.

As perdas seguradas com catástrofes no mundo totalizaram US$ 38 bilhões em 2008, alta de 7% em relação a 2007, segundo estudo divulgado pela Guy Carpenter, corretora de resseguro do grupo Marsh & McLennan. Segundo o levantamento, os furacões Ike e Gustav foram os mais caros do ano, com perdas seguradas de US$ 12,8 bilhões.
Fonte: DCI - 08/01/09

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